MPF/RO pede intervenção do Procurador Geral da República para que TSE vote processo por compra de voto

Os processos eleitorais tratam, entre outras coisas, de denúncia de captação ilícita de sufrágio contra o governador, Ivo Cassol, e o senador Expedito Júnior. Ambos foram acusados de comprar votos de cerca de mil eleitores, mas o caso ainda aguarda julgamento no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

A preocupação com a demora da decisão do TSE é do Procurador Regional Eleitoral de Rondônia, Reginaldo Pereira de Trindade, que enviou ofício ao Procurador Geral da República, Antônio Fernando de Souza, solicitando o empenho na sensibilização da Corte. O objetivo do Procurador Regional é que o julgamento dos processos eleitorais envolvendo o governador Ivo Cassol (sem partido) e o senador Expedito Júnior (PR) aconteça o quanto antes. “Com o devido respeito, a demora por um final pronunciamento do TSE a respeito dessas relevantes questões é algo pertubador”, diz Trindade no ofício. 

A denúncia foi apresentada ao TSE pelo próprio Procurador Geral, Antônio Fernando, em agosto de 2007 e envolve, além do governador e do senador, parte da cúpula da segurança pública de Rondônia e diversas outras pessoas. Eles foram acusados de crimes de compra de votos, corrupção e coação de testemunhas, dentre outros. Segundo o ofício, os processos eleitorais contra essas pessoas “tratam, todos, do mais escandaloso caso de compra de votos já ocorrido nesta unidade da Federação (RO)”. 

O governado Ivo Cassol continua exercendo mandato em Rondônio, assim como o senador Expedito Júnior, que, apesar de cassado por unanimidade pelo TER/RO, conseguiu liminar para manter-se no cargo.

 

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