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Projeto de Lei do MCCE repercute em vários espaços e instituições
A entrega oficial do Projeto de Lei de iniciativa popular para impedir a candidatura de políticos com crimes graves ao presidente do TSE teve ampla repercussão no Congresso Nacional e junto a partidos políticos
A apenas três dias da entrega do Projeto de Lei de iniciativa popular ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) conseguiu apoio de diferentes instituições, a começar pelo próprio presidente do Tribunal, Ayres Britto, que teceu elogios à iniciativa. A repercussão da nova iniciativa do Movimento foi além. O partido Democratas (DEM) instituiu resolução delimitando condições para candidaturas de filiados da legenda e a Frente Parlamentar de Combate à Corrupção manifestou seu apoio à causa. O PL versa sobre a vida pregressa dos candidatos e propõe alterações na Lei de Inelegibilidades.
Para Ayres Britto, a iniciativa do MCCE é louvável. "É um projeto honrado, feito por pessoas respeitáveis. Esse é o momento para essa iniciativa", declara. Já o coordenador da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção da Câmara, deputado Paulo Rubem Santiago (PDT/PE) disse no programa da Rádio Câmara que "a Frente vai se integrar nessa movimentação para que possamos aprovar a inelegibilidade daqueles que demonstraram, comprovadamente, mau uso do dinheiro público". Na terça-feira (17), a Executiva Nacional dos Democratas publicou resolução que impõe regras para que os filiados do partido possam se candidatar com o nome da legenda. Todas as regras tratam sobre a vida pregressa dos filiados e possíveis candidatos.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe), o juiz eleitoral Márlon Jacinto Reis, representante da entidade no Comitê Nacional do MCCE, a repercussão era esperada e natural. "O tema conta com a simpatia da grande maioria da população brasileira". Ele destaca ainda que o patamar que a iniciativa alcançou "exige uma tomada de posições por parte dos diferentes grupos políticos e sociais".
A
expectativa
é que
essa
repercussão
seja só
o começo
de uma
rede de
apoio
que se
forme no
país. "É
esperado
que uma
ação
como
essa
encontre
adversários,
que
querem
manter a
vida
política
do
Brasil
como
está".
Esperando
por um
grande
apoio da
população,
o foco
do MCCE
agora
está na
coleta
de
assinaturas,
que não
tem
prazo
definido
para
terminar,
mas que
precisa
atingir
o mínimo
de um
milhão e
trezentas
mil.
Mais do
que a
aprovação
do
Projeto
de Lei
de
iniciativa
popular,
a ação
tem como
alvo o
eleitor,
ressalta
Márlon
Reis.
"Mais
importante
que a
Lei, é
conseguirmos
instituir
um
debate
com
vistas à
mudança
de
mentalidade
da
sociedade". |