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Comunicação
e
eleições :
jornalistas
trazem
seu
ponto de
vista
No último dia do Senaje, profissionais da comunicação mostram como percebem o papel da mídia e das assessorias de imprensa na promoção da ética na política Nessa quarta-feira, 21 de maio, o IV Senaje ampliou ainda mais a discussão sobre direito e justiça eleitoral, trazendo dois palestrantes da área de comunicação, que falaram sobre o trabalho de informar e formar opinião a partir de duas perspectivas : a do assessor de imprensa e a do jornalista. O secretário de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal (STF) Renato Parente e a diretora de jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Helena Chagas, falaram sobre o papel dos profissionais de comunicação no fortalecimento da ética nas eleições. Eleição não deveria ser encarada apenas como uma festa cívica », ressaltou Renato Parente, que até abril era assessor-chefe de comunicação do Tribunal Superior Eleitoral. À frente de campanhas públicas de alto impacto midiático sobre a importância do voto, Parente atenta para a importância de os comunicadores e formadores de opinião não se limitarem a estimular o exercício do voto. « Em 2006, quando fizemos a campanha « Você é o patrão », tivemos o menor índice de abstenção dos últimos anos », lembra, acrescentando que as campanhas do TSE sempre foram muito coloridas e festivas, marcando a maior campanha pública civil do planeta : as eleições brasileiras. Ainda assim, o atual secretário de Comunicação Social do STF considera que o trabalho mais pesado no TSE aconteceu nos bastidores, com a organização de informações sobre candidatos para que jornalistas tivessem à disposição um material bem fundamentado e atualizado na hora de cobrir atuação dos políticos.
Do outro
lado, o
da
mídia, a
jornalista
Helena
Chagas,
diretora
de
jornalismo
da TV
Brasil,
salientou
que o
papel da
imprensa
está
muito
além da
cobertura
das
eleições.
Para
ela, um
trabalho
investigativo
ajuda o
público
a se
informar
e formar
opinião,
mas nem
só de
denúncias
vive a
cobertura
jornalística
dos
políticos.
Ela
observou
que na
TV
Brasil a
meta é
deixar o
personalismo
político
de lado
para
abordar
as
propostas
e os
temas
levantados
pelos
representantes
políticos.
Para
ela, o
desafio
dos
jornalistas
que
cobrem
política
é se
ater
menos
aos
discursos
e dar
mais
destaque
às
propostas.
« Temos
em
comum,
profissionais
da
comunicação
e do
meio
jurídico,
a
necessidade
de zelar
por
nossa
credibilidade.
No
entanto,
jornlista
não é
justiceiro :
seu
trabalho
é
informar
com
isenção
e com
rigor na
hora de
apurar
os
fatos »,
comentou.
Ambos
palestrantes
frisaram
que é
importante
não
apenas
denunciar
mas
também
mostrar
iniciativas
louváveis
na
atuação
política
dos
representantes
eleitos. |